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domingo, 24 de agosto de 2008

Folha em branco


Acredito num propósito, numa energia que não deveriamos ignorar e que com nosso amadurecimento, vamos aprendendo a compreender. Se a seguimos, ficamos mais próximos de chegar ao propósito, se nós a ignoramos ficamos mais perto do marasmo e da incostancia. Devemos desbravar a nós mesmos, ir longe pelos caminhos da alma, viver o nosso céu e nosso inferno e voltar vivos de ambos, levando comfé e rigor os aprendizados e chances que estão dispostas nestes caminhos. As experiências, o palpavel pode até ser parecido em diferentes épocas, mas a forma como vemos aquilo que pula a nossa frente, não pode ser sempre a mesma. É como ouvir uma música. Podemos no ínicio não gostar dela, num outro momento começamos a assimilar pequenos sentimentos, pensamentos e conceitos contidos nela, e até ver sentido naquelas notas, naquelas palavras que antes não pareciam estar lá trilhamos um longo caminho, mas simplesmente vivemos algo que disperta aquela frequencia, nos faz ver além daqueles velhos padrões, e logo você ouve o violão, a bateria, o baixo, o piano, os instrumentos de sopro separadamente e cada um tem a sua personalidade que dão a música inteira uma personalidade própria. Acredito eu que somos todos como música, e a cada dia podemos ser notas diferentes, em harmonia, agressivas, relaxantes ou em total desordem. Podemos ser, como diz o mestre Dio "Words without a rhyme" (palavras sem rima).
Se nosso destino se escreve hoje, então cantemos com alegria e confiança, para não termos reservado momentos de terror e angústia, mas acho que não posso acreditar muito nisso, já que algumas coisas são postas a nossa frente exatamente para que possamos sofrer, nos reconstruir e descobrir como não se sofre por tal coisa, ou por tal alguém. Equando você olhar pra trás verá uma vida de fato, e não uma sobrevida, apenas um projeto sem corer, sem respirção, ou simplesmente em branco que possui, dentro de suas limitações, um potencial. O que habitará este papel, podem ser versos, desenhos, esboços sem sentido aparente, mas abrace essa folha em branco com todas as suas forças pois nela será gravado o seu dia de hoje, e você poderá sempre olhar para o que está lá, e se ver no passado, visando sempre ter mais folhas para nelas traduzir aquilo que você é ou deseja ser, mas nunca o que poderia ter sido.

1 Comentários:

Às 25 de agosto de 2008 às 10:39 , Blogger Lília Viana disse...

Temos nossas folhas em branco e escrever nelas nem é tão complicado mesmo. A preocupação de querer tudo perfeito, tudo tão bom, deixa de existir a partir do momento em que entendemos que de tudo se absorve algo importante. Tudo faz crescer, quando esse é o objetivo.
Acho que esse é o objetivo que não devemos nos afastar. É a certeza de que não importa o que se viva, o importante é que no fim tenha algo escrito em sua folha, e algo que te tornou maior do que era antes.



Bjuu :)

 

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